O vertiginoso desenvolvimento tecnológico das últimas décadas trouxe em seu bojo benefícios e desafios à humanidade. Por um lado, a melhoria da qualidade de vida por meio da tecnologia é inconteste. Por outro lado, corremos um risco constante de sucumbir à sedução tecnológica, desconsiderando seus efeitos adversos. Por exemplo, o custo adicional do incremento tecnológico, em algumas situações, pode não se justificar em comparação com métodos convencionais consagrados.
Aplicada à Angiologia e ao tratamento das varizes, essa discussão ganha enorme relevância, uma vez que o tratamento das varizes e “microvarizes” sofreu uma verdadeira revolução nas últimas décadas. Tomemos a cirurgia para tratamento de varizes com comprometimento (insuficiência) da veia safena, por exemplo. Desde a década de 90, a técnica cirúrgica tradicional de remoção tem sido gradativamente somada a intervenções minimamente invasivas que cauterizam internamente a veia (como a Radiofrequência e o LASER endovenoso), guiadas por ultrassom em tempo real. No entanto, a grande mudança conceitual recente vai além: a tendência atual da medicina vascular de vanguarda foca na preservação estratégica da veia safena em estágios iniciais, tratando as varizes sem a necessidade de eliminá-la ou extraí-la.
Mesmo assim, cada caso deve ser avaliado individualmente e a decisão médica deve ser tomada considerando-se riscos e benefícios inerentes a cada método e não, influenciada apenas pelo apelo que as técnicas modernas possam causar. Além do tratamento de grandes veias, a abordagem das pequenas veias danificadas nas pernas — denominadas telangiectasias (vasinhos) e veias reticulares — também foi profundamente modernizada. O LASER Nd:YAG 1064 consolidou-se na literatura médica como o mais apropriado para o tratamento cosmético das pernas devido à sua segurança e profundidade de penetração.
Por muito tempo, a associação desse laser com a escleroterapia química tradicional (conhecida mundialmente como o método CLaCS) estabeleceu um marco importante no mercado. Hoje, a ciência expandiu esses horizontes e esse conceito evoluiu para o protocolo HHLCS, que agrega valor ao somar de forma sinérgica o disparo do LASER Nd:YAG 1064 ao uso de um agente esclerosante resfriado em estado semissólido. Essa evolução permite tratar com excelente eficácia os vasinhos e pequenas varizes no próprio consultório , ao mesmo tempo em que reabilita a dinâmica do sangue e protege a integridade da veia safena.
Finalmente, a tecnologia também influencia o tratamento das varizes por meio de injeção de químicos sob a forma de espuma. O uso rotineiro da assistência ultrassonográfica durante a injeção da espuma química e o desenvolvimento de fármacos mais elaborados aumentaram a eficácia e a segurança dessa modalidade terapêutica. Diante de tanta informação e opções, não causa surpresa o paciente sentir-se perdido e inseguro. No entanto, a ciência e o mapeamento hemodinâmico preciso com Ultrassom Doppler vieram justamente para trazer clareza, segurança e personalização a cada tratamento.
Há que se pensar que a tecnologia, quando embasada por publicações científicas sérias e conduzida por mãos experientes, oferece o melhor destino: pernas saudáveis, resultados estéticos excelentes e procedimentos livres de hospitalização. O melhor caminho é procurar a opinião de um especialista em Angiologia de confiança, por meio de uma consulta médica, na qual será feito um diagnóstico e proposto um tratamento de acordo com o seu caso.